Lembro de quando li um texto falando sobre a genialidade daquele que dividiu o tempo em fatias. Gostei de tais palavras sem sequer prestar atenção a elas e agora sinto que todo o texto estava inverso. Sinto o tempo me fatiando a cada situação que sei que não sou capaz de enfrentar, a cada perca, a cada felicidade instantânea.
O tempo brinca comigo, me transforma de inocência a desconfiança, de imatura a forte, de ansiosa a paciente. O tempo brinca comigo e tem sua continuidade, sua ininterruptividade.
Hoje me pergunto qual o grupo de tolos aceitou tão facilmente cortar o tempo em fatias, fatias tão desajeitadas. Não pensaram no tempo futuro, óbvio que não. Tais fatias desajeitadas agora deixam espaços e buracos. Vinte e quatro horas já são insuficientes, mas temos que esperar meses, até anos, para conseguirmos resultados reais. Os minutos que temos disponíveis para pensarmos em nosso ego ou num coletivo não se concentram no presente, apenas tem uma curiosidade exacerbada sobre o passado e uma obsessão pelo futuro.
O tempo está distorcido, vezes frio, vezes quente. O tempo me distorceu.
Hoje me pergunto qual o grupo de tolos aceitou tão facilmente cortar o tempo em fatias, fatias tão desajeitadas. Não pensaram no tempo futuro, óbvio que não. Tais fatias desajeitadas agora deixam espaços e buracos. Vinte e quatro horas já são insuficientes, mas temos que esperar meses, até anos, para conseguirmos resultados reais. Os minutos que temos disponíveis para pensarmos em nosso ego ou num coletivo não se concentram no presente, apenas tem uma curiosidade exacerbada sobre o passado e uma obsessão pelo futuro.
O tempo está distorcido, vezes frio, vezes quente. O tempo me distorceu.

.jpg)
